L Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia 2023

Dados do Trabalho


Título

Análise do desfecho em uma coorte de pacientes com hipogamaglobulinemia secundária em centro médico universitário brasileiro

Resumo

Introdução: As hipogamaglobulinemias secundárias são induzidas por fatores externos, como malignidades, quimioterapia, transtornos nutricionais, síndrome nefrótica, infecções, agentes imunossupressores ou outras. Elas são 30x mais comuns do que as primárias, podendo ser reversíveis. São raros os trabalhos na literatura que abordam, nesses pacientes, os desfechos, incluindo sintomas, resolução, óbito, necessidade de intervenções como reposição de imunoglobulina ou antibioticoterapia profilática.
Métodos: Foi realizada busca, através da base eletrônica de prontuários, a expressão “hipogamaglobulinemia secundária", abrangendo o período de janeiro de 2002 até dezembro de 2022. Os incluídos foram discriminados por sexo, idade, idade de diagnóstico, etiologia responsável, o período que tal etiologia se manteve, presença de infecções de repetição, uso de antibioticoprofilatico ou reposição de imunoglobulina bem como óbito ou resolução.
Resultados: Foram 144 pacientes com diagnóstico de hipogamaglobulinemia secundaria. As principais etiologias da redução dos níveis de anticorpos foram os medicamentos, observado em 86% dos casos. Entre as medicações, corticosteroides, rituximabe e anticonvulsivantes foram os mais prevalentes. O uso concomitante de outros imunossupressores foi mais comum com o rituximabe. Infecções de repetição estavam presentes em 54% dos pacientes avaliados. 40,3% não precisaram de reposição de IgIV ou antibioticoprofilaxia. 17,3% utilizaram somente reposição de imunoglobulina, 9,7% só utilizaram antibioticoprofilatico e 32,7% fizeram uso concomitante de IgIV e antibioticoprofilaxia. Óbito ocorreu em 7,5% dos pacientes e 8,9% tiveram a resolução da condição.
Conclusões:O uso de medicamentos imunossupressores foi a maior causa de hipogamaglobulinemia secundária no nosso grupo de estudo. Praticamente a metade dos pacientes evoluiu com sintomas, necessitando de tratamento. A resolução da condição bem como evolução para óbitos foi uma minoria.

Área

Imunodeficiências

Autores

André Luiz Oliveira Feodrippe, Octávio Grecco, Ana Karolina Barreto Berselli Marinho, Fabiana Mascarenhas Souza Lima, Myrthes Anna Maragna Toledo-Barros, Jorge Kalik, Cristina Maria Kokron